terça-feira, 17 de novembro de 2009

6º encontro - módulo 2

PRAZER COM PRAZER SE PAGA

Segunda-feira, dia 26 de outubro de 2009, a professora Sônia chega ansiosa a seu trabalho e lembra que hoje é dia de Formação Continuada, 6º encontro do segundo módulo. Seu coração dispara e a cada minuto olha no relógio, ansiosa para que o dia passe rápido.
A professora tem outras funções, mas seu maior prazer está em ensinar. Em ensinar o verdadeiro sentido da alfabetização.
- Tudo perfeito - diz a professora, sorrindo para sua companheira de trabalho.
- Eu estava com medo no início...
- Por quê? Não havia risco nenhum.
- Medo sim! Medo que minhas seguidoras não se mostrassem motivadas no decorrer do curso.
- Mas isso tem acontecido?
- Não! Claro que não. Percebo que elas andam bastante cansadas, o final do ano está chegando, mais cobranças nas escolas. Afinal, alguns pais só se preocupam com seus filhos quando percebem o risco da reprovação. Aí, são cobranças de todos os lados. Elas não podem vacilar.
- Ah! Tenho certeza que você é uma professora bastante tolerante.
- Ah, sim! Ainda mais quando percebo que se trata de um grupo de alunas responsáveis e dedicadas como é esse.
- Hoje mesmo tem apresentação de trabalho em grupo.
- Elas fazem tarefas?
- Sim, claro que fazem! Precisam por em prática o que aprendem em sala de aula.
O dia passou rápido, está na hora. A professora Sônia se dirige ao local aonde acontece o encontro.
Chegando lá, a professora se prepara para receber suas alunas. Como sempre muito ansiosa, ela separa todo o material necessário para a aula do dia e aguarda suas seguidoras.
Uma a uma elas vão chegando e se acomodam.
- Boa noite! – diz a professora que pontualmente começa sua aula.
A leitura compartilhada não pode faltar. Em todas as aulas, esse é um momento muito especial. Sopa de pedras, título do conto escolhido por ela. As alunas ouvem atentamente, sem rumo, sem intenção, só para deixar brotar no coração o mundo incrível da leitura.
Neste dia não houve a leitura do caderno de registro, a qual é feita em todos os encontros. Ah! Mas dona Sônia levou para suas alunas o lanche do dia. Bombom, coca-cola e pão-de-queijo.
Acho que na verdade a professora Sônia estava ansiosa para ver a apresentação do trabalho recomendado a suas meninas. Afinal, são nessas horas que ela fica mais feliz, pois percebe o quanto suas sementes estão germinando.
Patrícia, Nélida e Cris iniciaram a apresentação. Com a música de Adoniram Barbosa, “O trem das onze”, encantaram não só a professora, como também o grupo presente. Cada uma mostrou como foi à atividade desenvolvida em sala de aula, o objetivo traçado e a felicidade de ver o resultado alcançado.
Caramba! Nesse momento ficou visível a felicidade da mestra. Também não é para menos. Ela percebe que toda luta tem valido à pena.
Terminada a apresentação das meninas, teve início um bate-papo muito gostoso. As meninas estavam empolgadas e falaram de suas experiências diárias em sala de aula. É verdade! Aqui mora o prazer! O prazer de ensinar!
- Vamos lá meninas! Falou a professora Sônia, retomando seu planejamento. Pediu ao grupo que lessem o texto “Dez importantes questões a considerar...” Variáveis que interferem nos resultados do trabalho pedagógico. Elas, empolgadas, iniciaram a leitura. Era tão grande a empolgação, que os comentários sobre a leitura se sucediam. A professora querendo que elas lessem e elas falando, falando, falando. Mas falando do trabalho, do árduo e prazeroso trabalho de ensinar....

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Caderno de Registro - Módulo 2 - 5º encontro

Campo Grande- MS, 25 de Outubro de 2009.
Oi prima,
Que surpresa esta carta, né? Estou estudando um pouco sobre as cartas e decidi escrever para você e contar o que ando fazendo, assim aproveito para colocar a fofoca em dia. Hehehe...
Estou participando de um curso todas as segundas-feiras, já estou no segundo módulo, no quinto encontro, uma formação continuada em alfabetização oferecida pela FUNLEC, tenho uma ótima mestra chamada Sônia, ela é a Coordenadora Pedagógica de Educação Básica da FUNLEC.
Na segunda-feira passada ela compartilhou um texto chamado: Aprender a ler: um pouco de história, muito interessante, na qual mostra os recursos dos antigos para aprender a ler e muitos aprenderam através da Bíblia. Até me lembrei de nossas aulas de catequese, aí que saudade do nosso tempo de criança!
Nós temos neste curso um caderno de registro onde relatamos os nossos encontros e não deixamos nada para trás e no encontro passado a nossa colega Valéria fez o registro através de diário, foi lindo! finalizou com uma mensagem a todos nós. Nós deveríamos ter feito um diário para não esquecermos os detalhes e momentos ricos como este.
Temos tarefas também e não podemos deixar de realizá-las, se lembra quando éramos pequenas o que nos acontecia se não fizéssemos a tarefa?
Voltando a minha aula, a mestra também trabalha em grupos e neste dia fiquei muito tensa, pois minha companheira de grupo não estava bem, e como somos muito ligadas à família sei muito bem como ela se sentiu, por isso não me concentrei como devia, pois estava preocupada, na verdade todas ficamos assim.
Bom, neste curso também assistimos vídeos de relatos, experiências de outros pedagogos e acabamos tendo muitas idéias para nossa prática. Nesta aula assistimos o vídeo "Textos que se sabe de cor" e realizamos uma atividade reflexiva com a parlenda Rei Capitão.
Esta atividade foi difícil de registrar pois não conseguíamos nos concentrar, por fim concluímos e a colega Menuza ainda não havia tido notícias de sua família. Isso é notícia somente de um dia de curso!
Estou trabalhando os dois períodos: toda segunda-feira faço este curso, terça tenho encontro de estudos de outra escola sobre Bulling,às quartas feiras tenho curso com a fonoaudióloga Lilian Ferro, às quintas-feiras estou no intermediário do curso de Libras, sextas-feiras tenho feito estágio ou ensaio de Libras, ou seja, não tenho dias, tardes ou noites livres, neste sábado e domingo trabalharei com uma mostra de artes. Bom também tenho os planos e outras assessorias familiares.
Mas estou muito feliz com minhas conquistas, tenho aprendido muito e isso irei levar para a vida.
Bom, espero que também tenha muitas novidades para me contar, pois não te contei nada perto do que tem me acontecido, saudades de todos. Amo vocês, se cuidem!
Mandem notícias!
Beijinhos da prima Fabi Oshiro

Caderno de registro - Módulo 2 4º encontro

Meu querido diário!!!

Como de rotina, desde abril, relato aqui como foi minha noite do curso de formação continuada em alfabetização.
Vou desabafar antes de relatar... Quando recebi o e-mail com a programação do curso, pensei no que ele me acrescentaria... Troquei ideias com quem já havia feito, Maria Teresa (coordenadora), minha irmã Simone, e foi só incentivo, pensei, refleti e resolvi fazê-lo. Os benefícios para mim seriam no acompanhamento da alfabetização de minhas filhas.
Nesta noite, a mestra D. Sônia fez a leitura da biografia de Lampião e Maria Bonita, que era o apelido de um conhecido líder de um grupo de cangaceiros, na região Nordeste e ela sua mulher e companheira.
Como já retornamos muitas vezes ao contrato didático e sempre está tudo ok e sem acrescentar nada, fomos à diante.
Quanto ao caderno de registro, a Cris Montenegro se desculpou por e-mail com D. Sônia (depois pessoalmente) por esquecer completamente de escrevê-lo. Sabe, nossa profissão exige muita dedicação e trabalho constante, em casa, na escola e sempre no pensamento. Muitas vezes falhamos, pois não somos de ferro.
Na aula anterior, algumas alunas ficaram encarregadas de realizar um trabalho com nomes próprios (Patrícia, Cris, Mércia, Cris Montenegro) e elas relataram os trabalhos maravilhosos realizados com seus alunos.
Sabe querido diário, desde que me iniciei como professora, amo dar aulas e ter esse contado com os pré-adolescente e adolescentes, aprendi muito até ter muita paciência, desconhecida até então.
Escrevi tudo isso para poder expressar minha ainda maior admiração às alfabetizadoras e educadoras, pois são dedicadas, pacientes, estrategistas e demonstram prazer no que fazem e realizam, enfim, parabéns amigas, vocês são dez e as admiro muito mais do que antes.
Voltando aos relatos da aula; a mestra distribuiu uma lista de palavras e separou a sala em duplas para discutirmos. Nós deveríamos considerar que as listas não são de palavras memorizadas, os alunos que não sabem ler convencionalmente conseguirão ler os dois tipos de lista? Se sim, explicar e se não por quê?
As discussões foram realizadas com dificuldades, mas conseguimos concluir e socializar.
As duplas chegaram à mesma conclusão, que os alunos, para lerem uma lista, deverão receber uma dica da professora, deve ser de um mesmo campo semântico (novo conceito que aprendi hoje) e com uso de estratégia de antecipação e checagem.
Assistimos a um vídeo que se referia às práticas para trabalhar com listas, as ações docentes e representação construídas pelos alunos nos trabalhos com listas e a história da lista
Concluí que o trabalho com lista é muito interessante para aqueles alunos que ainda não sabem ler, pois elas podem ser diversificadas como de desenhos animados, frutas, contos, e assim vai...
Aprendi hoje, também, que utilizando estratégia de antecipação e checagem, o desenvolvimento do processo de leitura através das listas faz os alunos pensarem, pois precisam lembrar com que letra começa, quantas letras possui, a ordem. O aluno aprende a construir seu conhecimento.
A mestra depois do vídeo, solicitou que voltássemos às duplas para fazermos um rol de lista para serem trabalhadas com alfabetização.
Existem alguns princípios didáticos para trabalharmos com listas como: os alunos deverão tomar decisões; o conteúdo tem que ser sócio-real (concreto) e a organização da tarefa garante o máximo de circulação de informações aos alunos.
D. Sônia, após o vídeo, solicitou que novamente voltássemos às duplas para rever a primeira, lêssemos novamente nossas conclusões e se gostaríamos de mudá-las, mas praticamente todas as duplas continuaram com o que já haviam concluído.
Sabe o que é muito legal fazer com os aluno? O livro de adivinhações, pois em duplas ou trios os alunos lêem e escrevem.
A mestra nos entregou o texto Contribuições à pratica pedagógica 7, e para terminar a aula, a mestra solicitou que nós falássemos o que aprendemos e assim concluímos a aula de hoje.
Eu aprendi muito, pois não sabia o que era estratégia de antecipação e campo semântico.
Querido diário, vou terminando por aqui, pois tenho muito o que planejar para colocar na prática os ensinamentos da mestra e realizar minha tarefa, que é um atividade onde devo ajudar uma colega em sua prática pedagógica.

A vocês amigas que admiro, agradeço por conhecê-las e fazer parte da construção do meu conhecimento em alfabetização.

Valéria Storti

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

3º Encontro - Módulo 2

Caderno de registro - 28/09/2009

Aos vinte e oito dias do mês de setembro do ano de dois mil e nove o grupo de professores da Funlec se encontraram mais uma vez, para mais um dia de novos conhecimentos. Estamos no terceiro encontro do módulo 2 e o tema foi “O PRÓPRIO NOME E OS NOMES PRÓPRIOS”. A aula teve início com a nossa professora Sônia fazendo a leitura compartilhada, logo após, foi feita a leitura do caderno de registro da aula anterior, Dna. Sônia perguntou a nós alunas se há alguma coisa a ser mudado no contrato didático, mas nada foi alterado. No momento seguinte, foram formados grupos para socializarmos as aprendizagens sobre a heterogeneidade e os agrupamentos feito em sala de aula pelos professores, como diretriz tínhamos três pontos para refletirmos “o que não sabia, e agora sei”; “o que sabia pouco, e pude saber mais” e “o que já sabia, e pude aprofundar mais” o que foi falado por todos os grupos foi a questão dos agrupamentos cooperativos, e também a formação de grupos com níveis de aprendizado diferenciados entre os alunos para que haja confronto das hipóteses dos mesmos e estes possam avançar nos seus conhecimentos, e o que todos nós percebemos da realidade dos agrupamentos feito em sala de aula é que os professores fazer agrupamentos buscando ter o controle da sala, a questão comportamental ainda é fator importante para que os professores formem os grupos com seus alunos. Após socializarmos nossas idéias sobre esse assunto recebemos textos que tratam do trabalho pedagógico com nomes próprios e uma atividade para ser desenvolvida em grupo sobre a importância do nome próprio no processo de alfabetização; quais atividades com nomes próprios consideramos adequadas e fizemos uma lista com atividades que proporcione o aprendizado com desafio aos alunos. Então, após um tempinho os grupos compartilharam suas idéias, assim, vimos que é extremamente importante nós professores desenvolvermos o processo de alfabetização através do nome, afinal, o nome é uma palavra estável e através dele a criança aprende e ganha segurança nessa fase da sua vida, onde está começando e precisa ter confiança em si mesma. Sendo assim, os nomes próprios são disparadores de reflexões. A discussão sobre o assunto faz com que analisemos nossos próprios conceitos sobre o processo de ensino/aprendizagem. Assim, continuamos nossa aula, assistimos ao vídeo “O próprio nome e os nomes próprios” e depois retomamos ao grupo para revermos a lista de atividades com nomes próprios e verificarmos se mudaríamos alguma coisa, porém, o que mais aconteceu foi um acréscimo na lista de atividades, e, também ficou claro que com a escrita do nome próprio o aluno poderá refletir sobre o sistema de escrita e da base alfabética; a forma e o valor sonoro convencional das letras; quantidade de letras necessárias para escrever o nome; a posição e a ordem das letras em um escrita convencional e a realidade convencional da escrita, o que serve de referência para checar as próprias hipóteses. Após tantas reflexões entre o grupo de estudo sobre as nossas práticas pedagógicas a profª. Sônia nos informou sobre o trabalho pessoal para o próximo encontro. E, assim, terminamos mais um dos nossos encontros.

Cristiane Montenegro

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

2º encontro do Módulo 2

Memórias do encontro de 21/09/2009

Iniciamos nosso encontro socializando nossa tarefa. A importância da rotina e como incluir nela os projetos realizados pela escola.
Muito significativa foi à apresentação da professora Marcela Zanardi, bem organizada, ela acrescenta textos alternados para elaboração de suas aulas, não se prendendo ao material didático fornecido pela escola. Dependendo do assunto do texto, ou de sua complexidade, esse texto pode ser trabalhado durante uma ou mais semanas.
Finalizamos a socialização de nossa tarefa com os comentários de nossa Coordenadora Mestra, Sônia Dantas.
“Se não inserimos nossos projetos em nosso planejamento seja ele mensal, semanal ou diário, o projeto é engolido pelo tempo”. E ele necessita de tempo suficiente para que possa ser alterado se necessário, essa necessidade de que falo parte das dúvidas das crianças em sala, pois o projeto não caminha apenas nas linhas de pensamento dos professores.
Como um assunto nos encaminha a outro, partimos a falar das variadas formas de planejar, não há planejamento fixo que agrade a todos, assim como somos diferentes físico e psicologicamente, nossa forma de organização, de ver os alunos, seu crescimento e/ou sua dificuldade também são diferentes, daí a importância da organização do planejamento ser pessoal com orientação, para que nada falte.
Assim como:
Conhecimento prévio do aluno sobre o conteúdo lido;
Atividades programadas para reflexão da leitura e da escrita;
Apresentação de gêneros literários variados;
Tempo reservado para roda de conversa;
Tempo garantido para trabalhar outras áreas do conhecimento;
Guiando-nos mais uma vez, nossa Coordenadora Mestra nos entregou o texto Planejando agrupamentos produtivos. Nossa tarefa era agrupar os alunos mencionados no texto, levando em consideração o temperamento de cada criança e o que eles já sabem sobre a escrita. Fizemos grupos e começamos o trabalho. Antes que nos fosse revelada a resposta assistimos a um vídeo O que temos de igual é sermos diferentes. No vídeo assistimos as considerações de Marta Karl, que diz: “Não há como agrupar uma sala de alunos homogêneos, impossível. Por mais alfabetizadas que as crianças sejam, são sempre diferentes”. E de Telma Weisz: “Não há facilidade em trabalhar com homogeneidade, as crianças não lêem e escrevem do mesmo jeito. Quando falamos em homogeneidade falamos em empirismo, é como se a criança viesse vazia para a escola, e na escola ela começa a se encher com o ensinar do professor”.
Retomamos o texto Planejando agrupamentos produtivos, e partimos para as atividades. Cada grupo com suas hipóteses, porque também somos diferentes. Ao final do desenvolvimento de cada grupo, a Coordenadora Mestra nos trouxe a resposta. Muitos acertaram outros nem tanto, isso só nos mostra que estamos no caminho certo, aprendendo e tentando aprender a cada nova segunda feira. Considerações finais para pensar e apreender:
Não faça grupo burocrático;
O trabalho em grupo não está ligado a organização espacial da sala;
Troque as crianças de grupo sempre que as hipóteses não contribuir mais para o crescimento de ambas;
Conte histórias para alunos que ainda não escrevem convencionalmente, e agrupe com alunos que escrevam convencionalmente, o aluno com enredo conta ao aluno que escreve, e este redige a história contada pelo colega.

Ana Paula

terça-feira, 22 de setembro de 2009

1º encontro Módulo 2

CADERNO DE REGISTRO: 14/09/2009

Muitas das expectativas de aprendizagem se repetem passando de um módulo a outro, uma vez que são orientadoras das propostas e representam conquistas progressivas, que vão se aprofundando com o tempo. No módulo 2 há especificidades de novas discussões.
Iniciamos nosso encontro com a recepção que é peculiar e rotina.
O texto inicial, uma lição de vida! Neste texto um neto pergunta e o avô responde. Ambos estão preocupados com o sentido da vida e da morte e com a importância da perseverança, da persistência e da superação. A vida é um eterno ir e vir de alegria e tristeza, luz e escuridão, prazer e dor, vida e morte. Quando o pai de um jovem morre, ele procura seu avô em busca de consolo. Juntos se sentam sob uma árvore e o avô expõe a sua perspectiva de vida, a perseverança necessária e o prazer e a dor da jornada. O jovem é Joseph Marshall III e as lições provocativas pelas quais passou trarão conforto e inspiração a todos/as os que buscam compreender os desafios da vida. Keep going ou: siga em frente... para todos que buscam sábias lições de vida.
Na sequência houve uma conversa informal: Deliberação de informações; Visita ao COC e novidades relacionadas ao material didático; Informações a respeito das ações da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo;
Leitura do Caderno de Registro: Cris e Rita. Elas montaram um jornalzinho – Time da formação continuada... Essas meninas são de uma organização e criatividade fantásticas... Isso nossa tutora chama de “Competência escritora”, pois só aprendemos a produzir textos, produzindo-os.Alguns norteadores dessa atividade são: a correção coletiva, a reestruturação da escrita... Escrita= processo + tempo + conhecimento de um repertório variado.
* A leitura do contrato didático, ficou por conta de nossa colega Laura.
Socializou-se a tarefa na rede de ideias, onde todas apresentaram suas contribuições. Porém, nossa colega Christiane Montenegro, foi além, interpretou e agregou um ponto importante: Um bom planejamento evita as questões de falta de organizações comportamentais e conduz a um bom aprendizado.
A atividade proposta para o dia foi a Leitura do texto – É possível ler na escola, de Delia Lerner.
Houve explanação do texto em grupos, assim divididos:
*Projetos – Ana Paula, Rita, Menuza e Mércia
Os projetos (também chamados de projetos didáticos), que não devem ser confundidos com os Projetos de Escola, são formas organizativas do ensino cuja principal característica é ter início em uma situação-problema e se articular em função de um propósito, um produto final, que pode ser um objeto, uma ação ou os dois (um livro, um mural, um prospecto de campanha, uma peça de teatro, uma peça radiofônica, um seminário). Uma qualidade importante dos projetos é oferecer um contexto no qual o esforço de estudar tenha sentido, e no qual os alunos realizem aprendizagens com alto grau de significação.
*Atividades Permanentes – Cris Oliveira, Patrícia e Nélida
As atividades permanentes são situações propostas com regularidade – uma vez por semana ou por quinzena, por exemplo. Podem ser utilizadas quando um dos objetivos do trabalho é formar hábitos ou construir atitudes. A roda de notícias é um exemplo desse tipo de atividade: uma vez por semana, professor e alunos trazem para a sala de aula matérias colhidas recentemente nos jornais, lêem e comentam as notícias. A leitura de um romance também pode ser feita, passo a passo, por meio de atividades permanentes.
*Sequencia de atividades – Chris Montenegro, Laura e Marcela
É importante levantar o máximo de informações que ajudem o professor a ver o que as crianças sabem sobre o assunto. A idéia de uma atividade inicial e desencadeadora dos projetos popularizou-se. Não podemos encará-la como algo que antecede algo menor, pois é essencial partir dos conhecimentos das crianças, tornar observáveis seus saberes iniciais, antes de realizar as próximas etapas. Além do mais, essa atenção voltada para o pensamento da criança não deve ser exclusiva do início, mas de todas as demais atividades.
*Situações independentes – Aline, Ediane e Fabiana
As situações independentes são aquelas que, geralmente, correspondem a necessidades didáticas surgidas no decorrer do processo de ensino e aprendizagem. Uma aula em que o professor sistematiza um conhecimento que esteve em jogo no desenvolvimento de um projeto recém-terminado.

... Cada grupo compartilhou de suas impressões a respeito do que o texto trazia.
Houve a apresentação do programa de vídeo: “Para organizar o trabalho pedagógico”.
Neles foram expostos os seguintes itens:
A viabilização do trabalho Pedagógico;
• A rotina que organiza o dia – a – dia na escola;
• A importância do registro na rotina semanal;
• O planejamento das atividades individualmente ou em parceria com os colegas da Sala regular ou coordenadores;
• A reflexão coletiva das dificuldades encontradas;
• As reuniões de estudo;
• A avaliação do trabalho;
• O replanejamento;
• As diferentes formas de realizar as atividades;
• Formas de tratar os diversos conteúdos
• A organização do tempo didático.

TRABALHO PESSOAL
Organizar o seu planejamento semanal e refletir sobre a sua organização.
M2U1T7 – Quadro para elaboração de uma rotina
Para: 21 de Setembro de 2009.

Atenciosamente,
Profª Aline e Profª Marcela
Colégio Profª Maria Lago Barcellos



quinta-feira, 3 de setembro de 2009

13º encontro

UM CASTELO APARENTEMENTE MAL ASSOMBRADO

Certo grupo de professoras da Funlec resolveu realizar um passeio em um castelo aparentemente mal assombrado. Este grupo teve por guia a professora Sonia Dantas que apresentava conhecer muito bem os compartimentos deste castelo.
Ao chegarem ao local viram na frente do castelo uma placa bem grande que anunciava “Formação Continuada: Alfabetização e contextos letrados – parte II”; a tal placa as deixaram apreensivas a ponto de gelar a boca do estômago, mas mesmo com muito medo ousaram entrar no castelo.
No salão principal foram recepcionadas com uma leitura muito prazerosa “Poema em linha reta” de Álvaro de Campos, o Contrato Didático e o Caderno de Registros. Mas, apesar do momento ter sido agradável elas sabiam que naquelas inúmeras portas fechadas tinham muitas coisas a se descobrir, era como aquele velho golpe do jantar, que antecede a uma noite terrível.
Após a recepção foram instigadas a adentrarem em um corredor que parecia ser infinito e muito assombroso. As duas primeiras portas que a guia lhes mostrou, não precisaram ser abertas, mas foram muito bem explicadas, uma delas seria uma pós-graduação e a outra uma formação com uma pessoa muito especial, porém desconhecida de muitos.
Depois da explicação, seguiram para a terceira porta, porém antes desta encontraram um fantasminha, que já vem assombrando estas professoras há um certo tempo, seu nome “O não realizar das tarefinhas”, este quase as impediu de entrarem e conhecerem a sala de Rede de Idéias. Aquelas que não foram surpreendidas pelo sapeca fantasma conseguiram expor com qualidade as suas idéias. No olhar da guia que apesar de entristecido por ter perdido parte do seu grupo para o fantasma, no fundo brilhava por que as que conseguiram escapar obtiveram muito sucesso em suas produções.
Com as ideias todas expostas, foram encaminhadas para uma sala intitulada “Análises de textos infantis”, quando chegaram na frente quiseram bater em retirada, mas a guia garantia que elas não iriam se arrepender de ter contato com a riqueza do material que existia ali, realmente elas perceberam que o material era muito rico, mas ao mesmo tempo ficaram com muito medo de prosseguir, por causa de um novo conto de terror que anda rondando o ambiente de seus trabalhos há muito tempo, letramento/alfabetização, de novo somente o conto, mas os acontecimentos muito antigos.
Realmente fora isto que perceberam na análise de tais materiais; quando uma criança é estimulada e tem contato com todos os tipos de materiais de leitura, ela tem condições de produzir um texto com enredo criativo mesmo sem saber escrever, diferente de uma criança que não é vista como leitora desde o momento que entra na escola e acaba aprendendo a ler e escrever com textos descontextualizados e fragmentados.
Todas saíram desta sala com o coração na goela e com um monte de gatos brigando dentro do estômago, pois realmente tinham que refletir sobre o que poderiam fazer para mudar a história deste conto de crianças meramente alfabetizadas para crianças alfabetizadas e letradas.
Mas, mal conseguiram tomar fôlego deste susto, já entraram em uma sala com um jogo montado para elas: “Leitura e Complementação do quadro – Proposta didática de alfabetização”, no primeiro momento pensaram que não poderiam entrar neste jogo, por que não teriam condições e bagagem para tal grau de dificuldade, mas bastou entrar para perceberem que já conheciam mais do assunto do que imaginavam.
Como exemplo, na proposta com silabário acreditam que os conteúdos devem ser do fácil para o difícil e elas com muita firmeza em seus pensamentos disseram que na proposta com textos os conteúdos não são fragmentados, nem hierarquizados. Em todo quadro do jogo responderam com tranqüilidade e clareza.
Descontraídas saíram desta sala para o último desafio do passeio “Contribuições à prática pedagógica 4”, sem muitas dificuldades elaboraram uma longa lista de contribuições boas e ruins.
Para finalizar a noite, novamente se encontraram no salão principal para encerrarem o passeio, se despedirem e receberem as orientações do trabalho pessoal que deveriam fazer em casa. Com aquela movimentação toda, conversas e risadas acabaram chegando a uma conclusão inesperada, perceberam que aquele castelo que aparentemente parecia mal assombrado era na verdade o castelo dos esclarecimentos.
Era como o mito da caverna que sempre vemos nas aulas de filosofia, quando alguns dos membros têm a ousadia de sair da caverna e descobrir a luz do conhecimento e depois encaminhar a todos do seu grupo para o conhecimento da maravilhosa luz. Neste caso a guia era este corajoso que além de ter valentia para sair da caverna teve solidariedade para querer tirar seus companheiros da escuridão. Realmente quando nos apresentam algo desconhecido tudo aparenta ser assombroso e irreal, mas quando chegamos do lado de fora da caverna percebemos que tudo é muito mais colorido e divertido, foi exatamente isto que aconteceu com este grupo, um castelo de conto de terror que se tornou em um castelo de fadas e princesas.

Professoras: Cristiane Oliveira e Patrícia Nantes
Colégio Professora Maria Lago Barcellos.